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Design emocional: criando memórias através do espaço

  • Foto do escritor: Bárbara Trevisan
    Bárbara Trevisan
  • 3 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025

Ambientes que contam histórias e acompanham a criança ao longo da vida.


FOTO: QUARTO BABY JOSÉ BENTO
FOTO: QUARTO BABY JOSÉ BENTO

As memórias afetivas da infância nascem da forma como o ambiente representa a história da criança. Cada detalhe escolhido com intenção se transforma em uma lembrança futura: o cantinho de leitura que ela amava, o papel de parede que remete ao universo que a inspira, a prateleira onde guardava seus brinquedos preferidos, a cor que traduz sua personalidade naquele momento. O design emocional, dentro da arquitetura infantil, entende que a memória é construída por significados. Por isso, antes de criar um projeto é essencial buscar quem a criança é:


// Seus hobbies atuais;

// Suas descobertas;

// Suas paixões;

// Seus medos, preferências e curiosidades;

// O que a faz se sentir segura, vista e acolhida.


Esses elementos quando traduzidos no espaço criam um ambiente que fala diretamente com a história da criança. E é essa combinação entre representação + intenção que gera memórias que permanecem. É quando o quarto deixa de ser apenas um cenário e passa a ser um capítulo da infância. Um espaço onde ela brincou, sonhou, descansou, descobriu quem é e viveu aquilo que jamais será esquecido. No design emocional, tudo o que traz significado é memória:


// O mural dos desenhos que ela criou;

// A estante com seus objetos preferidos;

// A composição que homenageia um universo que ela ama;

// O mobiliário que acompanhou seu crescimento;

// A área onde ela exercitou sua autonomia pela primeira vez.


Por isso, um ambiente infantil não pode ser só bonito, ele precisa construir territórios afetivos, que representam quem aquela criança é hoje e quem ela está se tornando. Um ambiente com identidade cria vínculos, um ambiente com história cria memória. E quando há intenção em cada escolha, o design emocional transforma o espaço em uma parte viva da infância.


Espaços que contam histórias permanecem para sempre na memória afetiva da infância.

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